Procuro 
  Onde 

você está em:

Recife

Informações de Recife

O Recife é a capital de Pernambuco. Apesar de Olinda ter sido a primeira capital da capitania de Pernambuco, o Recife, fundado em 1537, é a mais antiga das capitais brasileiras. Localizada às margens do oceano Atlântico, tem uma área de 217,494 km² e uma população de 1,53 milhões de pessoas (ou 3,73 milhões, contando a área metropolitana).

Sua região metropolitana compreende, além da capital pernambucana, catorze cidades do Grande Recife.

Tradicionalmente, o nome da cidade dentro de frases é acompanhado de artigo masculino, como acontece com os municípios do Rio de Janeiro, do Crato e do Cabo de Santo Agostinho. A esse respeito, muitos intelectuais recifenses e pernambucanos já se pronunciaram, entre eles Gilberto Freyre, em seu livro O Recife, sim! Recife, não!, em 1960.

A cidade foi fundada pelos portugueses em 1537 e permaneceu portuguesa até a independência do Brasil, com a exceção de um período de ocupação holandesa no Século XVII, entre 1630 e 1654, a maior parte do tempo sob o governo de Maurício de Nassau ('Mauritsstad'). A aldeia foi elevada a vila e conselho com o nome de Santo Antônio das Cacimbas do Recife do Porto em 1709, e tornou-se cidade em 1823. Durante os anos anteriores à invasão da Companhia das Índias Ocidentais, o povoado do Recife existiu apenas em função do porto e à sombra da sede Olinda, local que a aristocracia escolheu para residir devido à sua localização previamente fortificada, segundo a concepção portuguesa. Por isso mesmo, ergueram-se fortificações e paliçadas em defesa do povoado e do porto do Recife, todas elas voltadas para o mar. Conclui-se, dessa forma, que os nativos não representavam ameaça maior aos colonos. Os temores voltavam-se para o oceano por conta dos constantes ataques ao litoral da América Portuguesa pela navegação de corso e pirataria. Ainda no final do século XVI o "povo dos arrecifes" foi atacado e saqueado pelo pirata inglês James Lancaster, que, com três navios, derrota a pequena guarnição responsável pela defesa do porto, a qual contava com apenas sete peças de artilharia forjadas em bronze. Entre os anos de 1620 e 1626 o então governador Matias de Albuquerque procura estabelecer posições fortificadas no porto do Recife a fim de que se pudesse evitar outro ataque como aquele, bem como dissuadir a Companhia das Índias Ocidentais da idéia empreendida na Bahia em 1624.

Mauritsstad, Mauritiópolis ou 'Mauricéia foi a capital do Brasil holandês e fica onde hoje é a cidade do Recife, e foi governada na maior parte do tempo pelo conde alemão (a serviço da Coroa dos Países Baixos) Maurício de Nassau (em alemão Johann Moritz von Nassau-Siegen; em neerlandês Johan Maurits van Nassau-Siegen). Foi a maior metrópole da América do Sul no século XVII, e durante o governo nassoviano contou com a segunda melhor malha viária das Américas, perdendo apenas para a Filadélfia.

Desembarcando na Nieuw Holland, a Nova Holanda (o Nordeste do Brasil) acompanhado com uma equipe de arquitetos e engenheiros, o conde se empenhou na construção da Maurisstad, a cidade Maurícia. Célebres por aplacar as tiranias do Mar do Norte, os técnicos de Nassau, "arquitetos da cultura", devem ter achado bem mais fácil domar os desatinos do rio Capibaribe e secar os mangues e os pântanos circunvizinhos à minúscula Recife de então. Foi deles o projeto de dotar a cidade de pontes, diques e canais que permitiram-na defender-se das águas desordeiras que a cercavam.

A intenção dele era fazê-la estupenda, a capital do império holandês das Américas (composto então por uma cadeia de fortalezas que iam do Forte Schoonenburg, no Ceará, até o Forte Maurits, na embocadura do rio São Francisco, ao sul de Alagoas, uns 1500 km mais ao sul). E isso sem mencionar os seus domínios africanos que englobavam uma série de feitorias na Guiné e Angola situadas no outro lado do Atlântico. Controlando diretamente o açúcar simultaneamente às bocas do tráfico negreiro, o "ouro doce" ficava inteiramente nas mãos da WIC (West Indische Compagnie), a grande empresa holandesa daqueles tempos, a quem ele representava como General-governeur (de 1637 a 1644).

Para muitos, que denominaram a administração Nassau como "parênteses luminoso", foi um dos poucos governos sérios que o Brasil teve nos seus três séculos de colônia dos europeus [5]

Recife guarda grandes riquezas histórico-culturais e belas praias urbanas, atraindo turistas de todo o mundo. Destacam-se entre os motivos desta atração as manifestações culturais como o Carnaval e o São João.

O Recife é uma cidade multicultural, com músicas e danças de origem africana, indígena e brasileira em seu carnaval.

Como resultado da abundância cultural, vêm títulos curiosos, como o de abrigar a maior agremiação carnavalesca do mundo - o Galo da Madrugada, do qual se estima que participem dois milhões de pessoas (mais que a população da cidade) vindas de todo o Brasil.

Num passeio de barco, o turista vai conhecer o Parque das Esculturas de Francisco Brennand. Existe, também, o museu do Instituto Ricardo Brennand. Ao longo do ano, ocorrem diversas exposições no Centro de Convenções, que é o segundo maior do Brasil, entre elas a Bienal do Livro.

Existem, também, as praias de Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa.

O Recife registrou um PIB de aproximadamente 16,7 bilhões de reais em 2005. O PIB per capita da cidade atingiu 11.102 reais. Dois terços do PIB são provenientes comércio e serviços, evidenciando sua vocação para o setor. O PIB da cidade corresponde a um terço do PIB total do estado. O Recife pertence ao Mercado Comum de Cidades do Mercosul. O grande desenvolvimento de alguns ramos fez nascer na capital pernambucana pólos de excelência.

Principalmente por conta do Porto Digital, que abriga diversas empresas, o Recife é considerado um dos mais importantes pólos de tecnologias da informação do Brasil. O Porto Digital, que abriga cerca de cem empresas, entre elas multinacionais como Motorola, Borland, Informe Air, Oracle, Sun e Nokia, é reconhecido pela A. T. Kearny como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas, gerando três mil empregos e participando com 3,5% do PIB do Estado de Pernambuco, com um superávit anual de 9,6 milhões de reais.

Um terceiro destaque está na forte indústria de construção civil, uma das maiores do País. Segundo o site Emporis, o Recife tem cerca de 1.316 arranha-céus (considerados pelo website prédios acima de doze andares). A cidade é superada neste indicador apenas por São Paulo e Rio de Janeiro, que têm áreas municipais mais de cinco vezes superiores a ela.

O Shopping Center Recife, o segundo maior centro de compras do Norte/Nordeste,e conta com 465 lojas, dez salas de cinema, oito restaurantes, quatro praças de alimentação, e mais de cinco mil vagas de estacionamento. Um de seus grandes diferenciais e atrativos é o Pátio das Esculturas, uma das maiores áreas de exposições múltiplas do Nordeste. Há também os centros de compra Shopping Center Tacaruna, Plaza Shopping Casa Forte, Shopping Paço Alfândega e Shopping Boa Vista.

Fonte: Wikipedia